14/10/2011

SÉRGIO GODINHO | Discurso Direto


Com um brilhozinho nos olhos, recebemos hoje no Portugal Rebelde, Sérgio Godinho, o escritor de canções que que está a comemorar 40 anos de carreira com "Mútuo Consentimento". Doze novas canções  para "olhar em frente, sabendo que há um caminho atrás".

Portugal Rebelde - Que significado tem para si estes 40 Anos de canções que está a comemorar? 

Sérgio Godinho - É uma cascata permanente de sensações fortes, vividas pelo meio de muita música e muitas vidas. O cruzar de experiências e o arriscar permanentemente.

Portugal Rebelde - Ainda se comove com a música? 

SG - Com algumas, sempre. 

PR - Numa frase apenas como caracterizaria este “Mútuo consentimento”? 

SG - O olhar em frente, sabendo que há caminho para trás. 

PR - “Acesso Bloqueado” foi o single de apresentação deste novo trabalho. De que é que nos fala este tema?

SG - Do nosso presente que parece de acesso tão bloqueado. Embora não pareça, está também nas nossas mãos desbloquea-lo As mulheres sempre tiveram um papel importante na sua vida. 

PR - Neste álbum há uma canção chamada “Linhagem Feminina”. Quer falar-nos um pouco deste tema? 

SG - Aqui, é apenas o reconhecimento terno e jocoso da ‘linhagem de sangue’, desde a minha avó, a minha mãe, as minhas filhas e a minha neta. Mas fala-se também dos homens...É um assunto privado tornado público por puro prazer. 

PR - Noiserv e Francisca Cortesão são dois dos convidados que participam neste disco. É junto desta nova geração de músicos que procura o “elixir da Juventude”? 

SG - Não é isso, não olho para os BI s quando procuro ou encontro as pessoas, ou quando elas vêm ter comigo. São afinidades electivas... 

PR - Para terminar, a Música portuguesa tem sido devidamente apoiada? 

SG - Claro que não! Mas pelos públicos, sim.

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