Com um brilhozinho nos olhos, recebemos hoje no Portugal Rebelde, Sérgio Godinho, o escritor de canções que que está a comemorar 40 anos de carreira com "Mútuo Consentimento". Doze novas canções para "olhar em frente, sabendo que há um caminho atrás".
Portugal Rebelde - Que significado tem para si estes 40 Anos de canções que está a comemorar?
Sérgio Godinho - É uma cascata permanente de sensações fortes, vividas pelo meio de muita música e muitas vidas. O cruzar de experiências e o arriscar permanentemente.
Portugal Rebelde - Ainda se comove com a música?
SG - Com algumas, sempre.
PR - Numa frase apenas como caracterizaria este “Mútuo consentimento”?
SG - O olhar em frente, sabendo que há caminho para trás.
PR - “Acesso Bloqueado” foi o single de apresentação deste novo trabalho. De que é que nos fala este tema?
SG - Do nosso presente que parece de acesso tão bloqueado.
Embora não pareça, está também nas nossas mãos desbloquea-lo
As mulheres sempre tiveram um papel importante na sua vida.
PR - Neste álbum há uma canção chamada “Linhagem Feminina”. Quer falar-nos um pouco deste tema?
SG - Aqui, é apenas o reconhecimento terno e jocoso da ‘linhagem de sangue’, desde a minha avó, a minha mãe, as minhas filhas e a minha neta. Mas fala-se também dos homens...É um assunto privado tornado público por puro prazer.
PR - Noiserv e Francisca Cortesão são dois dos convidados que participam neste disco. É junto desta nova geração de músicos que procura o “elixir da Juventude”?
SG - Não é isso, não olho para os BI s quando procuro ou encontro as pessoas, ou quando elas vêm ter comigo. São afinidades electivas...
PR - Para terminar, a Música portuguesa tem sido devidamente apoiada?
SG - Claro que não! Mas pelos públicos, sim.

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