Portugal Rebelde - João Carlos Callixto descreve este “Amor em Água Ardente” como um cocktail pop redentor nestes tempos algo sombrios. É mesmo assim?
Galo Cant´Às Duas - Sim, o João Carlos Callixto teve uma bela interpretação.
As letras falam sobretudo das nossas experiências pessoais. Decidimos neste disco abrir o coração e retratar tudo aquilo que nos faz feliz ou certas inquietações. Como, felizmente, temos a sorte, que também a procuramos, de termos tanta gente de bem à nossa volta, o Amor é superior a tudo o resto, e damos muito valor a isso.
Isto é refletido naquilo que escrevemos, por isso a mensagem geral de toda a narrativa é toda esta envolvência de amizade com umas pitadas de rock n’roll. Com estas mudanças todas que têm acontecido na vida das pessoas nestes dois anos, devemos fazer o esforço e focarmo-nos no que é positivo.
PR - Em “Selfish Boy” cantam que “Esta vida não me chega”. É esta busca constante por algo de diferente, que faz crescer a vossa música?
Galo Cant´Às Duas - De certa maneira sim, em todos os nossos trabalhos tivemos a necessidade de explorar algo que não tinha acontecido, ou não tão assumido. É o que também nos dá motivação. Desde a música mais improvisada, ao agora “cocktail pop” foi uma viagem intensa, em que a procura de algo mais nos ajudou, e ajuda, a encontrar as variadas personalidades dentro de cada um de nós. Depois juntamo-las e vemos como fica.
Esse é o tema que fizemos em parceria com o Chullage, ele escreveu a letra e interpretou. É um bom exemplo de como nos leu de uma maneira tão crua e bonita.
PR - Qual é a música que melhor caracteriza o “espirito” deste disco?
Galo Cant´Às Duas - Gostava mesmo muito de dizer uma, mas a verdade é que todas acabam por ser uma. Digo no sentido da vibe imposta a nível instrumental ou mesmo pela narrativa da lírica.
Mesmo nos nossos outros dois discos a ideia foi sempre passar por uma estética, uma viagem que para nós fez sentido. O nosso “Amor em Água Ardente” não é exceção. Existem muitas formas de conceber uma viagem, esta é só diferente das outras.
PR - Estranha-se…depois entranha-se. É assim a música do Galo Cant`Às Duas?
Galo Cant´Às Duas - Pois, na verdade não sabemos. Para nós entranha-se logo, nem que seja pelo motivo de ouvirmos vinte vezes a mesma música num só dia.
Algumas pessoas dizem que sim, outras dizem que tem melodias muito orelhudas que ficam logo. Existe de tudo.
Tudo depende da pessoa, dos seus gostos, do que está habituada a ouvir ou mesmo da sua abertura.
PR - Depois do disco, onde e quando vos poderemos ver e ouvir?
Galo Cant´Às Duas - A nível de concertos ainda não podemos partilhar datas. Queremos fazer algo à nossa maneira, e tudo tem o seu tempo. Contudo, já não falta assim tanto. Assim que pudermos é estarem atentos às nossas redes sociais e faremos a promoção devida para o efeito.
Até lá, plataformas digitais, Spotify, Youtube, Itunes... estamos lá.
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